ELA tem como origem uma família fria, com pais que ficavam muito tempo fora de casa, o que a fez desenvolver um modo autossuficiente: “preciso me virar sozinha e não depender de ninguém”. Mesmo quando criança, parecia uma mini adulta. Resolvia problemas incompatíveis com a sua idade.

ELE tem um temperamento mais ansioso, amável e dependente. A mãe era instável, ora demonstrava desejo pela criança, ora indiferença. Ainda pequeno, aprendeu a lutar e se esforçar para receber atenção.

ELA, em terapia, descobre que se envolver com homens frios é uma repetição da sua infância sem afeto e decide dar uma oportunidade a homens mais carinhosos.

ELE aprendeu que é necessário pessoas mais estáveis, seguras e previsíveis, que possam fornecer uma previsibilidade diferente da sua infância.

Quando ELES se encontram, imediatamente dá ” MATCH ” ( QUÍMICA ESQUEMÁTICA) Parece que um nasceu para o outro.

O jeito amável dele parece curar a criança privada e a forma centrada dela… a cura da sua criança insegura.

Com o passar do tempo, as frequentes demandas dele e exigências por intimidade e afeto, a faz se sentir coagida, sufocada e até abusada.

A demora em responder suas mensagens de Whatsapp, o faz se sentir abandonado, rejeitado e defectivo, como na infância.

ELA decide romper agradece aos ” céus ” não ser tão dependente, sente pena de alguém tão vulnerável. Ele se desespera, sente que nunca será bom o bastante para ser amado.

ELA decide romper. Agradece “aos céus ” não ser tão dependente. Sente pena de alguém tão vulnerável. ELE se desespera e imagina que nunca será bom o bastante para ser amado.

AMBOS SE MANTÉM EM PRIVAÇÃO. A autossuficiência dela impede cuidados e intimidade. Sua criança solitária clama em vão por conexão. Ele parece pior, devido a depressão, pois ainda não entende que sua hipercompensação ( exigência de afeto para suprir sua carência) não está à serviço da criança que necessita ser amada espontaneamente, mas sim do esquema de abandono que não exita em lembrá- lo: “se seus pais não te amaram, imagina os desconhecidos?”

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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