Um quadro que tem como objetivo ativar emoções e sentimentos desagradáveis e até insuportáveis da pior maneira. A regra é clara: quanto pior e mais agressiva for a acusação, melhor. Houve um momento em que a ponderação dos participantes em relação ao outro frustrou o apresentador: “Vocês precisam melhorar nas acusações.”

Naquele momento poucos adultos estavam dispostos a cuidar, acolher e colocar limites em suas crianças vulneráveis, zangadas e impulsivas.

O sentimento de humilhação, abuso, exclusão e rejeição estavam estampados em vários participantes. Tudo aquilo que a terapia propõe romper era encarado como um triunfo para o programa.

Crianças zangadas se sentindo coagidas revidaram de forma primitiva. Crianças se sentindo abusadas, para não chorar , precisaram usar um modo racional, completamente incongruente com o momento de dor.

No final todos perderam: apresentador, participantes e o público! Que assistiu este quadro bizarro, saiu, infelizmente, um pouco menos humano.

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Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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