QUANDO REJEITADOR E REJEITADO SOFREM GRAVES SEQUELAS.

Ele teve uma infância repleta de perdas e abandono. A morte do pai e a convivência com pessoas frias afetivamente, o fez criar um mecanismo de defesa potente que o faz interpretar vínculos como algo perigoso.

Ela também tem esquema de abandono, mas diferente dele que é evitativo, possui um apego ansioso que a faz capaz de tudo para não perder vínculos: controlar, implorar, perseguir, se humilhar.

Quando duas pessoas com ESQUEMA DE ABANDONO se encontram , o match químico é ativado e ambos, sem perceber, utilizam as estratégias infantis de sobrevivência que no mundo adulto são disfuncionais.

Ele pratica o ghosting quando percebe o vínculo, quando sente afeto e quando experimenta o sentimento escasso de ser amado.

Ele não some por que mau , mas pra ele não há nada pior do que ter e perder.

Quando ele some, ela nega o abandono, assim como quando era criança e tinha a ilusão de ser amada, acredita que a qualquer momento ele reaparecerá.

Ela resiste em aceitar a realidade ou se envolver com outras pessoas , afinal, encontrou seu parceiro preferido.

Ambos se deprimem. Ambos voltam a sentir as privações e desamparo infantil.

O desafio terapêutico é tolerar a estratégia disfuncional dos dois, não julgar, nem tentar transpor a prática do ghosting. O importante é acessar a criança assustada do rejeitador, acalenta-la e ter compaixão pela criança abandonada do parceiro que ficou e construir uma relação terapêutica verdadeira, real e capaz de exorcizar o fantasma da solidão para ambos.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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