Marina, na infância quando era maltratada pela mãe escutava: ” você suga minhas energias! É difícil ser boa com você”. Em seguida o abuso da mãe era reforçado pelo pai : “essa menina vai nos enlouquecer!”
Foi assim que Marina desenvolveu culpa mesmo sendo abusada…acreditava que merecia punição por não ser uma boa menina.
Obviamente, homens indutores de culpa e punitivos se tornaram atraentes, pois ativam a criança culpada que luta para ser suficientemente boa.
Diante da situação, o terapeuta se sente tentado a trabalhar o aqui e agora, na esperança do paciente romper a relação abusiva.
Ledo engano… a relação abusiva na adultez é apenas uma extensão, uma repetição dos abusos anteriores.
Para romper a relação atual, primeiramente Marina precisa sentir compaixão e amor por sua menina . Para que isso aconteça, o terapeuta estimula essa conexão através de fotos de Marina criança.
A compaixão pela sua criança a fará experimentar raiva pelos seus pais, internalizando que sua criança nunca teve culpa nos abusos sofridos, o que a faz mudar sua postura diante de qualquer pessoa que possa abusar a pequena Marina.
Após defender sua criança nas técnicas de imagem diante de seus pais e ser REPARENTALIZADA por seu terapeuta, finalmente Marina passará a sentir asco e repulsa pelo namorado atual.
Independente das recaídas, que são comuns, o adulto saudável de Marina começará a ser fortalecido em prol da sua criança abusada.