Em famílias invalidantes, sentir raiva pelos cuidadores é um crime inaceitável. Quando Taís, uma garotinha de apenas 9 anos, externava raiva por sua mãe escutava: “que tal você trocar de mãe, hein ?” A possibilidade de perder a mãe pela raiva era tão aterrorizante que a menina bloqueou o sentimento, passando a vê – lo como ameaçador.
Vale lembrar que a raiva é uma emoção poderosa, protetora de abuso, que ao não ser utilizada atrairá perfis abusivos.
Um dos focos no tratamento de relação abusiva é autorizar a raiva do paciente por seus cuidadores e também pelo terapeuta.
compreendido, uma nova experiência emocional ocorre , um novo modelo de vínculo surge, possibilitando que a criança abusada seja reparentalizada e passe a se sentir segura para externar qualquer tipo de emoção, inclusive a raiva.
A VALIDAÇÃO DA RAIVA na relação terapêutica estimula que o paciente a use em outras relações, colocando limites e se afastando de pessoas abusadoras.