Raul viveu em um ambiente privador de afeto, empatia e contato físico. Só descobriu a data em que fazia aniversário aos 5 anos e sozinho. Antes disso ninguém lhe dava os parabéns.


Ainda muito pequeno, solicitava atenção dos pais…um abraço da mamãe… brincadeiras com o papai. A medida que seus pedidos eram negados o pequeno Raul foi se adequando ao sistema familiar, até parar de demandar qualquer tipo de necessidade.


Na adolescência teve pouco contato íntimo com mulheres. Um beijo aqui, uma paquera ali, sem tanta aproximação.


Aos 29 anos conheceu Renata, uma garota interessante, inteligente e atraente. A relação estava indo bem , no ritmo de Raul, até a moça estreitar os laços e solicitar mais a sua presença, pedindo carinho, atenção e um vínculo seguro.


A aproximação de Renata, soou como ameaçadora. Seus toques físicos, era uma espécie de abuso, afinal, não fora uma criança devidamente tocada.


O entusiasmo pela jovem deu lugar ao desconforto e sensação de sufocamento, o que o fez refletir que, provavelmente, ela não era a garota certa. Pacientemente Raul iria esperar o tempo necessário para encontrar o amor de sua vida.

Pessoas com estilo de apego evitativo dispensam intimidade. Alegam que não têm pressa em encontrar a pessoa certa. Intimamente, é mais cômodo e familiar ficar na posição de segurança de nunca amar para não arcar com o preço de experimentar a vulnerabilidade que só casais felizes são capazes de sentir.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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