Algumas mães quando criança, foram privadas de afeto, cuidados e empatia, gerando frustrações em suas necessidades básicas. Ao se tornarem adultas e gestantes, inconscientemente, esperam suprir com os filhos todo o vazio e tédio de sua existência.
Winnicott, conceituado pediatra e psicanalista inglês, em sua teoria da “mãe suficientemente boa”, dizia que a genitora deveria ser eficaz e precisava preencher algumas lacunas emocionais da criança ao passo de em outras, permitir ficarem vazias para que, através da autonomia, a própria criança preencha suas lacunas.
A SÍNDROME DE MUNCHAUSEN é um tipo de codependência, só que mais grave e rara. A genitora no caso, precisa ser reconhecida, admirada e ovacionada como mãe, para compensar toda a defectividade e privação de um sentimento próprio de inutilidade.
Para cuidar de sua cria 24 horas , esta precisa ser completamente dependente e demandar a todo instante cuidados da genitora.
A figura materna adoece a criança fisicamente e emocionalmente, iniciando uma verdadeira peregrinação à hospitais a fim de demonstrar zelo e cuidados pelo menor.
De longe pode parecer uma psicopatia, uma perversão pela ausência total de empatia pelas necessidades da criança, mas nesse caso , há uma obsessão em se emaranhar ao filho para que ambos se tornem uma identidade única.