A busca por adrenalina dentro da relação, de maneira prolongada, pode ser um meio de evitar conexão. Cláudio era intenso, sedutor, brincalhão e aventureiro…o que o tornava extremamente atraente, principalmente para pessoas que afirmavam ter uma vida sem graça e entediante.
Na realidade, Cláudio tinha esquema de abandono , defectividade e privação afetiva. Sentir constante euforia facilitava não sentir a dor da sua infância privada de amor , carinho e empatia. Se por um lado se desligava do desconforto de sua criança triste, por outro, ao não se conectar com suas necessidades, continuava com uma vida solitária … seus relacionamentos mais pareciam entorpecentes, na busca cada vez mais de doses maiores de adrenalina, através de comportamentos transgressores e disfuncionais.
Chega um momento em que o organismo não mais suporta o desgaste da euforia e , naturalmente se deprime para se recuperar das constantes acelerações . É nesse instante que todo vazio negligenciado retorna, causando um sofrimento insuportável.
É a grande oportunidade de buscar tratamento: pedir licença ao modo autoestimulador, agradecendo toda dedicação, mas que de agora em diante , o adulto saudável assumirá o controle da situação e, finalmente cuidará da sua criança ferida.