Comumente, quando nos deparamos com uma pessoa querida e próxima a nós, que está em uma relação negligente, imediatamente tentamos trazê- la a realidade, praticamente exigimos uma postura assertiva para que se rompa o relacionamento disfuncional.

Roberta, filha de mãe alcoolista e pai ausente, nunca experimentou amor pelas figuras parentais. Em sua infância, aos 7 anos, no ápice de crises de abstinência da mãe, presenciava cenas de fúria.

Hoje, aos 33 anos , é casada com Marcos, um cara controlador, possessivo e infiel que a culpa por seus comportamentos inadequados. Ninguém entende o que faz Roberta, mesmo com a psicoterapia, continuar em uma relação tão abusiva, nem seu próprio terapeuta. Talvez ela nunca consiga sair desse relacionamento tóxico, pois suas referências de afeto estão muito aquém do esperado.

Todavia, a função do terapeuta não é , nesta circunstância, fazer o paciente romper a relação, mas direciona-la a entrar em contato com a tristeza, com a dor de nunca ter sido amado adequadamente, conduzindo o mesmo a se sentir validado, compreendendo e exterminando a culpa de amar alguém que só lhe oferece migalhas.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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