O patinho não é feio, nem virou um cisne, mesmo porque ele já era cisne e nem havia percebido. Pessoas se vêem como diferentes, muitas vezes se sentem como um patinho feio. Um homossexual num grupo de héteros, um negro no meio de brancos, um superdotado entre medianos, um judeu rodeado de cristãos.
Sair do padrão pode gerar conflitos. Muitos possuem dificuldade em lidar com o “diferente”, podendo causar mal estar pelo fato de se levar a questionamentos internos. Será que o indivíduo seria mais feliz se seguisse o caminho daquele movimento?
E se marcasse tudo por um novo estilo de viver?
Estes conflitos mal elaborados excluem pessoas que não se enquadram em seus estereótipos. Por outro lado, os “diferentes” se sentem inadequados, desamparados, ” estranhos no ninho”, escolhendo o isolamento como única saída.
A sensação de não se pertencer ao “grupo padrão” gera depressão e sentimento de que nunca vão ser compreendidos. É fundamental termos a consciência de que não somos tão distintos como pensamos.
Temos angústias, decepções, frustrações, desejos e fantasias obscuras. Ser aceito por um grupo que nos valorize é de extrema importância. Não precisa ter a mesma orientação sexual, cor, inteligência ou poder aquisitivo. O ideal é se aproximar de quem se isola, do “diferente”, com o objetivo de criar afinidades e perceber semelhanças.